18 de julho de 2010

Reforma Política




Este ano de eleição será diferente para mim, pois estou concorrendo a um cargo eletivo, de deputado federal pelo PSOL. Partido pequeno, considerando o número de filiados, até pelo seu curto tempo de vida (5 anos) mas gigante em idéias.

O PSOL nasceu de uma discordância de parte dos militantes com os caminhos seguidos pelo PT, que culminou com o caso de corrupção do mensalão. A corrupção na política brasileira é algo estrutural e na maior parte, fácil de identificar.

Para ser candidato, é necessário ter dinheiro para campanha, fazer divulgação e uma série de coisas, ou seja, custa bem caro para fazer uma boa campanha. Atualmente existe o financiamento privado de campanha, onde empresas e pessoas podem doar dinheiro aos candidatos para esses fazerem campanha. Como as pessoas tem pouco dinheiro a dar, principalmente a políticos, até porque normalmente são os eleitores que querem dinheiro, a opção acaba sendo pegar dinheiro de empresas.

Como as empresas não investem dinheiro em vão, por trás do patrocínio, estão os interesses privados. Para dar um exemplo, as empresas privadas de ensino (faculdades) patrocinaram a campanha de diversos deputados federais, e em troca tiveram uma emenda votada em seu favor, onde alunos com mensalidade atrasada perdem o direito de renovar a matrícula enquanto não botam os pagamentos em dia.

Eike Batista, que está querendo construir um estaleiro em Biguaçu onde vai acabar com a natureza local, já teve as licenças negadas mas na última eleição, e nesta também, patrocinou em R$ 1 milhão os candidatos do PT e do PSDB a presidencia da república, onde após a decisão, independente de quem vencer, fará forte pressão para ter suas licenças liberadas. A TV já está fazendo sua campanha pró-estaleiro, mas a democratização da mídia falaremos em outra oportunidade.

Fica perceptível que o candidato defende em primeiro lugar os interesses dos patrocinadores, para só depois defender o interesse dos eleitores. Aí eu deixo a seguite pergunta:

Você eleitor, acha que o candidato vai defender o teu interesse, ou do patrocinador dele?

Depois que o candidato se elege, ele tem acesso à "máquina". Com isso desvia recursos das licitações para se auto-patrocinar como se viu nos últimos anos da prefeitura do PSDB em Joinville, onde comissões eram cobradas das fornecedoras de medicamentos para patrocinar as campanhas eleitorais, comprar rivais, e enriquecimento próprio.

Uma das pautas da reforma política, é o Financiamento Público de Campanha.
Para inibir a prática do lobby, ou seja, o patrocínio das empresas privadas através pagamento de propina, e também inibir a necessidade de roubar dinheiro público para se auto-patrocinar, os candidatos a bancada federal do PSOL, do qual eu tento representação em Santa Catarina, defendem o financiamento público de campanha, pois quem deve patrocinar os eleitores, devem ser os próprios eleitores. Minha resalva do projeto inicial, é que a contagem deve ser feita pelo número de filiados e não pela representação na bancada.
Esse é o tipo de reforma, que o vício da política está tão avançado, que daqui há 4 anos eu poderei fazer a mesma sugestão e nada foi definido até então.


Minha pretenção na política é trabalhar em cima de mudanças políticas específicas, em reformas necessárias que o ciclo vicioso da política tem deixado de lado, emperrado em jogos de interesses. Não tenho vontade de me tornar "carreirista" e fazer disso uma profissão.

Outra idéia boa a se discutir é a alteração da administração pública, onde sugiro uma espécie de plebiscito na escolha dos projetos específicos para cada área, e não de modo geral como é feita a escolha para prefeito, por exemplo. Tem-se diversos projetos para o transporte (por exemplo), são feitas apresentações dos projetos nos bairros, discute-se entre eles por alguns dias, e então votam no melhor projeto discutido para a área.

1 de junho de 2010

O livro de Eli

Alguns vão me achar meio louco por este comentário, mas o que é ser certo nesse mundo atual?

Pois bem, vamos ao que interessa.
Ontem vi o filme "O livro de Eli". A história do filme é o seguinte, Eli (Denzel Washington) é um viajante forte e ágil, que vence qualquer exército sozinho (tipico ídolo dos filmes americanos). Ele carrega na mochila um livro (que dá título ao filme) onde tem que levar para o Oeste. O livro em questão é uma bíblia. O filme se passa após uma grande explosão que devastou a terra, onde se encontra em reconstrução. Como li no twitter, é quase um MadMax Apocalíptico. Luta por água e vários ladrões nas ruas.

A arte sempre foi um meio de passar informações sutis, com detalhes que tinham muitos significados, após análise cuidadosa. O cinema de Hollywood é frequentemente usado para passar informações, alimentar teorias e criar condições para transformações culturais. Sem a ajuda do cinema, as mudanças liberais da nossa sociedade seriam bem mais difíceis e demoradas de acontecer (senão impossíveis). Em resumo, o cinema é muito usado como publicidade ideológica.

Apesar da grande maioria dos filmes estarem ligados a conservadores de direita, que adoram passar a sensação de terror e insegurança, para que se mantenha esse controle através do medo, vez ou outra encontram-se filmes que passam boas mensagens, como Avatar e um outro filme em que os "mocinhos" são anti-imperialistas e chegam a usar a camisa do Che.

Pois bem, nesse filme encontrei várias referências ao islamismo. Não referências a terrorismo ou a política do medo, mas sim pequenas mensagens, claramente direcionada aos cristãos, para iniciar uma assimilação com a mensagem do islam.

Como ensina as técnicas de Comportamento Organizacional e PNL, as mudanças no pensamento coletivo tem que ser leves e progressivas. Então as mensagens estão bem "ocultas", vamos a elas:


1. Ambos os mocinhos aparecem durante o filme, uma vez cada um, com um traje que lembram os árabes.



2. Na primeira luta de Eli, ele sofre uma emboscada de uns ladrões de estrada, onde como primeira punição, ele corta a mão do ladrão. É de conhecimento aberto que nos países árabes e principalmente islâmicos, é cortado a mão do ladrão.



3. Em outra luta, agora em um bar, Eli bate em vários ladrões, após esses terem iniciado uma briga. Em momento anterior, ele havia cruzado os mesmo ladrões praticando um assalto e não se meteu. No ideal islâmico, só é possível atacar outro, em auto-defesa, ou seja, é preciso ser atacado primeiro.



4. No caminho de Eli, aparece um líder de uma cidade, um bandido. Ele é um dos poucos que sabe ler, assim como Eli, e na sua primeira aparição, está lendo o livro de Mussolini (criador do fascismo e aliado de Hitler). Ele está em busca de uma livro especial, que dá poder de controle sobre os pobres. O livro é a bíblia, e após descobrir que Eli tem um, começa uma caçada. Ele chega a fazer os seguintes comentários:

"Não é um livro qualquer, é uma arma, uma arma apontada diretamente para os corações e mentes dos fracos e desesperados, vai nos dar controle sobre eles, se nós formos dirigir mais do que uma cidade pequena, temos que tê-lo. Pessoas virão de todo lugar e farão exatamente o que eu disser, se as palavras forem do livro"



5. Após muita perseguição, o fascista branco consegue capturar Eli e pegar o livro, que tem uma proteção onde só será aberto na casa do fascista. Ao conseguir o livro, o fascista dá um tiro em Eli e diz "viram? é apenas um homem". Maomé, diferente da crença cristã, sempre pronunciou que era apenas um homem a serviço de Deus, tal como Eli, que recebeu a voz de Deus em sua cabeça para levar o livro ao oeste.



6. O fascista consegue vencer a segurança do livro, e ao abrir, encontra a bíblia escrita em braile (para cegos). Segundo a versão islâmica, a bíblia cristã foi alterada conforme os desejos do Império Romano, para controle a manipulação dos povos. É como uma cegueira.



7. Eli chega ao oeste, onde encontra uma espécie de colonia já bem avançada, que possui uma gráfica e que tem interesse em reimprimir a bíblia. Apesar de não possuir mais o livro, Eli havia decorado toda a bíblia e começa a recitá-la. O alcorão, foi recebido por Maomé durante 23 anos, onde foi decorando dia-a-dia, e no final, teve que recitar a mensagem toda 2x seguida, para então ser transformada em livro pelos que estavam ao seu redor, já que Maomé não sabia ler nem escrever. Eli chega a dizer: "deve escrever tudo que eu disser, exatamente como eu disser".
O alcorão, é quase um releitura das principais partes da bíblia, inclusive sobre os profetas, como é o caso da visão diferente sobre a vinda de Jesus.


8. Após a morte de Eli, fez-se uma pedra pra lembrar dele. No islam, uma vez por ano se vai a Mecca, onde tem uma pedra em que Maomé recebeu a primeira mensagem, hoje sabe-se que é um meteorito, de outro tamanho.


9. Após a primeira impressão, a bíblia é colocada em uma estante, entre a Torah dos judeus, e o alcorão. Um filme simplesmente cristão (ou com lobby sionista) não iria mostrar a imagem deste livro.


Essas foram as mensagens que encontrei. Ainda é possível fazer uma ligação entre Eli e Obama, já que este possui conhecimento sobre o islam, mas aí eu precisaria de uma pesquisa mais aprofundada sobre a produtora do filme e outras questões que poderiam ter alguma ligação.
P_a_Z

9 de março de 2010

Quem Ganha com Mensalidade no Transporte Coletivo?


Em primeiro lugar quem ganha é o comercio local, pois ao diminuirmos o custo do transporte da população, automaticamente aumentamos o poder de consumo, já que hoje o gasto com transporte consome 30% da renda do trabalhador. Como a ideia é cobrar mensalidade para uso livre do sistema de transporte assim como pagamos pelo uso de uma internet banda larga, haverá mais deslocamentos e novas oportunidades de negócios.

Ganha o trabalhador que além de aumentar seu poder de consumo, terá liberdade de movimentação onde irá trabalhar utilizando o sistema, mas também terá acesso fácil quantas vezes precisar para ir a qualquer evento ou local na cidade, ganhando muito mais qualidade de vida, cultura, educação, troca de informação e de experiências trazendo benefícios óbvios ao país a médio prazo.

O mesmo acontece com o estudante, que já tem a vantagem de estar em um processo de aprendizado, tendo a possibilidade de desfrutar dessa mobilidade, irá formar uma nova geração com muito mais experiência e cultura. O aposentado então não preciso nem gastar argumentos para mostrar os benefícios que terão, não concorrendo sequer o risco no trânsito.

Ganha a indústria e todos os empresários pois gera qualidade de vida para sua família e seus funcionários, criando harmonia e bem estar com momentos agradáveis.

Se pensarmos que muitos desses citados até agora, principalmente os trabalhadores, deixarão de usar o transporte individual pois será vantajoso usar o coletivo, haverá um desafogamento no trânsito liberando as estradas para o transporte de cargas e para os que realmente precisam utilizar o transporte individual. Além disso, como muitos utilizam motos, e esses teriam muita vantagem em migrar para o transporte coletivo, principalmente pela frequência da chuva na cidade, teríamos uma redução ainda maior com custo de saúde para o município pois 40% dos traumas são causados por acidentes envolvendo motocicletas.

Em resumo ganha todo o Brasil com a liberdade de ir e vir de cada cidadão gerando desenvolvimento e amor ao Meio Ambiente, pois ao darmos preferência ao coletivo em relação ao individual, estaremos jogando menos poluentes na atmosfera.

O único que "perde" em toda essa história é quem passou os últimos 40 anos explorando e lucrando com um sistema que deveria ser público, num monopólio privado que viola a concorrência da teoria capitalista tradicional, criando exclusão como mostram os números dos últimos anos do número de passagens vendidas, mantendo o lucro e inclusive aumentando com aumentos acima da inflação.

6 de fevereiro de 2010

MST x Cutrale


Recentemente o MST voltou à mídia em Santa Catarina com a prisão de integrantes do Movimento em Imbituba, por suposta organização de invasão de terras. Integrantes dos diversos movimentos sociais saíram na defesa do MST na defesa da Reforma Agrária e contra a criminalização dos movimentos sociais.
A criminalização vem sendo feita através da repetição incessante da suposta derrubada de pés de laranja transgênicos pertecentes à Cutrale, pela Televisão.
E em todos os espaços abertos para se falar sobre o MST, é novamente repetido este assunto para criminalizar e tirar o foco do problema principal que é a grande concentração de terra existente no Brasil.
Pois muitos esquecem que se não houvesse o vídeo com a derrubada dos pés, o povo brasileiros jamais saberia que a Cutrale planta laranjas transgênicas em terras griladas. Existem diversas ocupações de terra por todo o Brasil com apoio do MST, onde nenhuma ou muito poucas são anunciadas. Por algum motivo a mídia não tem interesse em debater a reforma agrária, apesar da ocupação de terras ser uma questão social grave. Mas teve interesse em reproduzir por dias seguidos esse fato isolado em diversos jornais durante toda a programação. Sem falar no assassinato de diversos trabalhadores rurais que passam despercebido pelos telejornais.
Todos os políticos dizem entender a importância da reforma agrária, mas ao invés de reverem os graus de produtividade que estão previstos em nossa constituição, montam uma CPI para investigar o MST. E esquecem que a revista Veja já fez reportagem em 2003 mostrando as artimanhas da Cutrale, onde envolvem sonegação de impostos, desrespeito aos direitos trabalhistas, crimes ambientais, crimes de concorrência desleal, entre outros, em uma clara demonstração de imparcialidade.
Ao mesmo tempo que a grande mídia protege uma empresa criminosa, que planta transgênicos proibidos em alguns estados, como o Paraná, criminaliza todo um movimento, baseado em um fato isolado, que ainda luta por algo tão essencial que está previsto em nossa constituição.
Quando os nossos representantes pararem de criminalizar o povo, trancando as ações de progresso para a nação, pois seus patrocinadores são exatamente os criminosos que concentram a terra no Brasil, e avançar na reforma agrária, certamente o MST (que só existe por ser uma necessidade do povo) deixará de existir, pois sua atuação só existe enquanto houver essa desigualdade enorme num país tão rico.

7 de janeiro de 2010

Transporte Coletivo Banda Larga


Quem não se lembra dos tempos de internet discada? Eu tinha que esperar a meia-noite para não ter uma surpresa no final do mês com uma conta acima dos padrões da minha família. Durante o dia, o horário que mais se precisa da internet, principalmente para o trabalho, a conexão era lenta, isso quando era completada, além de cara. Como essa tecnologia é essencial para o progresso econômico, houve uma solução bastante conhecida. A internet banda larga surgiu com vários diferenciais. Além de oferecer uma internet com velocidade (qualidade) superior, essa tecnologia tem um diferencial essencial que rapidamente assediou muitos consumidores.
Um preço fixo para ter a internet disponível 100% do tempo. O melhor horário para usufruir este benefício era escolhido pelo usuário, ou seja, uma verdadeira liberdade de escolha e de acesso a informação.

O momento que estamos vivendo hoje do transporte coletivo é muito semelhante ao momento pré-banda larga. Temos um serviço de baixa qualidade (ônibus lotados e caro) em que pagamos em cada uso, limitando nossa liberdade de ir e vir, onde temos que limitar nossos deslocamentos para não ficarmos sem dinheiro ao final do mês. Como os excessos estão ligados a cultura, lazer, esportes, estudos, etc, essa limitação influi diretamente o desenvolvimento econômico e cultural da sociedade, assim como ocorria com a internet discada. E assim como aquela problemática, essa também merece uma solução parecida.

Precisamos ter um custo fixo, inferior ao atual, que garanta nossa liberdade de ir e vir, nosso acesso a cultura, educação, saúde, trabalho e tudo que uma sociedade deve oferecer, seja público ou privado. Se a visão da economia de uma empresa está ligada a redução de custos, com ganho de melhorias, a economia familiar deve seguir os mesmos passos, numa luta para reduzir seus custos, onde certamente a locomoção faz parte dos maiores.

O Movimento Passe Livre (MPL) tem feito uma discussão sobre como a lógica do sistema deve funcionar através do Tarifa Zero, com base na tentativa feita pela Erundina em São Paulo e tem sentido dificuldades em passar esta idéia à sociedade, justamente porque o sistema tem um custo real e a discussão de onde deveriam vir o dinheiro para esse financiamento (via impostos) é assunto ainda mais complexo na sociedade, até porque aumento do custo total é obrigatório, já que aumentaria constantemente o número de pessoas utilizando o sistema.

Como eu desejo a melhoria do transporte, vou tentar trazer a discussão de que é possível inverter a lógica de funcionamento, aumentando o número de utilizadores do sistema, baixando o custo final do usuário sem necessariamente zerá-lo, o que continua como desafio para o MPL.

Custo Aproximado do Sistema Atual
Para termos uma base de quanto custaria para manter um sistema de transporte funcionando, decidi usar como base de cálculo entrevista do prefeito Carlito Mers ao Jornal ANotícia, após conceder o aumento às empresas Gidion e Transtusa.
Na entrevista, ele afirma que o número de passagens/mês é de 3.303.000.
Se multiplicarmos este valor por R$ 2,50 (preço média da passagem) teremos o valor total de arrecadação de R$ 8,25 milhões/mês.
O valor foi superextimado para não haverem dúvidas quanto as possibilidades que temos pela frente.

Números
- Divindo o número tota de passagens por 30 dias, temos 110 mil passagens/dia em média (o número diário é variável entre dias de semana e finais de semana).
- Segundo alguns números do site da prefeitura, temos 144 mil casas em Joinville.
- Também segundo a prefeitura, em 2007 existiam 147 mil trabalhadores empregados em Joinville.
- Segundo o IBGE o número de estudantes em Joinville é 20 mil (20.705 / 2008) no ensino médio e 21 mil (21.656 / 2007) no ensino superior.
Com estes números em mãos, podemos facilmente projetar um bom sistema de transporte coletivo, para se ter idéia de possibilidades de receita.
- Custo de ida e volta ao trabalho: (2 * 2,30) * 22 dias = R$ 101,20
- Desconto do trabalhador 6% de R$ 700,00 = R$ 42,00
- Descontando os valores, o valor médio que uma empresa paga de transporte por funcionário é de R$ 59,20.

Cálculos

1. Dividindo os 8,25 milhões pelas 144 mil casas, por exemplo, teremos uma valor por casa para manter o sistema de R$ 57,50
2. Dividindo o mesmo valor pelo número de empregados temos R$ 56,00

Uma divisão desta forma seria muito discutível, pois há casas que ninguém usa o transporte coletivo, ou moram poucas pessoas. E dos 147 mil empregados, muitos não utilizam o benefício do transporte, apesar que uma obrigação do pagamento deste benefício diretamente a empresa de ônibus para todos os empregados, independente se usam ou não o benefício, já poderia facilmente custear o Tarifa Zero.

Mas, partindo do princípio de que somente quem utiliza o transporte deve pagar, vamos prever outros números:
Digamos que 100 mil trabalhadores utilizam o benefício do transporte, e 20 mil estudantes utilizem o transporte coletivo. Teremos um total de 120 mil usuários. Se fossemos cobrar diretamente destes uma mensalidade para manter o sistema, seria algo em torno de R$ 68,75.
Mas esta divisão não é correta, já que os empregadores pagam hoje mais da metade do benefício e passariam a pagar menos, além disso os estudantes, que normalmente não tem fonte de recursos, acabariam pagando muito mais que os trabalhadores.

Em um cálculo mais avançado, podemos distribuir melhor esses valores para que haja mais justiça na distribuição dos custos.

Pensando no valor pago hoje por mês de R$ 101,20, devemos aumentar esse valor para R$ 110/mês para usar como base para pagamento das empresas.
Multiplicando este 110 pelo número de trabalhadores que recebem o benefício, temos aproximadamente 11 milhões.
Ainda temos os desempregados e estudantes, que poderiam contribuir de alguma forma.
Neste caso gostaria de colocar uma meta.

Para até 100 mil usuários, deveria ser pago R$ 50,00 por usuário, número que provavelmente já estaria vencido com os trabalhadores.
A partir de 150 mil usuários, R$ 40 por usuário.
A partir de 200 mil usuários, a meta ideal, R$ 30 por usuário (R$ 1 por dia)
Ainda poderiam dar descontos de 50% para os estudantes, para incentivar mais famílias a inserir seus filhos no sistema de transporte, pois eles serão os maiores beneficiados de ter passagem livre na cidade, sem limitações.

Para finalizar a proposta, atingindo os 200 mil usuários:
100 mil x $110 = $11 milhões (trabalhadores)
70 mil x $30 = $2,1 milhões (não estudantes)
30 mil x $15 = $0,45 milhão (estudantes)

Arrecadação total: $13,55 milhões de reais por mês.
O suficiente para melhorar absurdamente o sistema atual, além de trazer benefícios enormes a todos os usuários, como utilização livre e maior, com menos dinheiro. Em resumo, mais lazer, educação, passeios, consumo, liberdade, felicidade...

As metas tem como objetivo, trazer um desafio à população para pagar menos, por um serviço que tem que ser pensado para a população e não para a empresa privada.

No próximo texto sobre transporte, vou falar de como pode ser a organização da empresa para que o transporte seja sempre pensado para a maioria da população.

P.S.: Prefeitura de Joinville está pensando em repassar R$ 350 mil para subsidiar 9 mil idosos entre 60 e 64 anos. Dividindo os números, temos um custo mensal de menos de R$ 40,00 por pessoa. Pensem nisso.

1 de janeiro de 2010

Nova Safra do Rap pós-moderno


Agora no final de dezembro chegou para venda o tão esperado CD do V.O (Versão Original), grupo de Rap de Joinville, que junto com outros grupos da cidade não desistem de lutar para manter o movimento em movimento.

Eu estava com muita expectativa e apreensão para ouvir esse CD, e vou explicar o porquê.

Conheço o Lucas, um dos integrantes do grupo, desde os tempos que frequentávamos uma igreja evangélica, passando pelos diversos eventos de hip-hop realizados na cidade e até nas manifestações contra o aumento da tarifa do transporte público.

É um grande rimador, que se dedica ao que faz e principalmente ACREDITA em si. E isso certamente faz a diferença. Pensando no futuro promissor que tem, ele decidiu fazer faculdade de Publicidade, matéria que eu como auto-didata sempre estudei. Sei que alguns no rap podem até criticar, mas como diz GOG "O estudo é um escudo" que tem no CD citado. Ele, como eu e muitos brasileiros, somos filhos de torneiro-mecanico, como o Lula, presidente do Brasil. Ou seja, somos (me refiro a toda geração da década de 80) os herdeiros das lutas de vários brasileiros que lutaram contra a ditadura militar e será essa geração que daqui alguns anos ditará o destino do Brasil, começando hoje.

Apesar de toda essa história, sabemos que o hip-hop vive um dilema. Como se sustentar num mundo cada vez mais insustentável? Muitos grupos têm procurado "atalhos", produzindo cds totalmente dedicados a pista, com letras fúteis e ritmos mais puxados para o pop, buscando o mercado aberto pelo rap estadunidense, como o grupo ligado ao Cabal e o tal Hip Hop Pro. Eu particularmente acho este caminho bem perigoso, pois o público deste tipo de música não reconhece os talentos mas sim ouve apenas como música ambiente e que de tempos em tempos muda o ritmo, passando por sertanejo universitário, funk, ou qualquer outra moda da hora.

Já o publico tradicional do hip-hop, da qual faço parte, gosta de boas letras e boas levadas. Conhece os problemas sociais do país e luta por eles, enfim é um público fiel e que dá valor ao talento verdadeiros.

A idéia de evolução do Hip-Hop vem do seguinte: fazer música que não fuja dos ideais do movimento, mantendo o público fiel e ao mesmo tempo abranger a classe média que tem dinheiro pra consumir, trazendo receita e tornando o movimento cada vez mais sustentável.

Qualquer passo dado muito para um dos lados pode acabar com todo um projeto. Então era essa minha apreensão antes de ouvir o CD.

Mas agora que o CD (em meio a 6 bilhões) está em mãos tudo está bem. Um trabalho que realmente me surpreendeu e vários amigos que são do movimento e não cansam de elogiar.

Costumo dizer que um CD de rap é como um livro, que passa um conjunto de idéias de um momento da história, sendo reforçado a cada vez que é tocado e decorado pelos ouvintes. E este "livro" é completo em todos os sentidos que foram citados acima.

Realiza os mais conservadores do movimento, com letras sutis mas bem politizadas, como as músicas "Conectai", "Pacifista", "Ta tudo errado" e "El Hajj Malik El Shabaz", com críticas as futilidades das mulheres que levam muitos homens a seguirem caminhos errados em "Interesse" com participação especial do Marcão do grupo DMN.
Também traz outra grande participação da cidade com Karina K, que com sua grande voz inicia o CD com músicas que misturam a cultura nacional digno de comparação com Marcelo D2 em o seu hip-hop com samba. No mesmo estilo ainda tem um grande rap com participação do coral infantil da Escola Elias Moreira.
Ainda traz hits de verão como "O O O", numa criatividade que me deixou boquiaberto e "De role" que representa o rolê de várias tribos de Santa Catarina, exaltando a natureza e as praias locais.
A música "Absorvendo idéias" também reflete o momento histórico da qual fazermos parte, que é a Era da Informação. Sem deixar de lado músicas de pista como "Só tenho agradecer" e "Clima na festa".

Certamente há muito que se falar sobre cada música, com letras muito bem feitas e produções que realmente provam que o Hip Hop Brasileiro está sim evoluindo e este é só o começo. Aliás, não posso deixar citar a grande ajuda do Abel Xicano, grande músico local que produziu algumas bases e esteve envolvido em todo o projeto, formado em Marketing. Em post mais adiante estarei comentando faixa a faixa o CD

Indico a todos comprar. Em Joinville está a venda na VISCOM, nova loja de Rap da cidade, por apenas R$ 10,00. Quem tiver interesse e for de outra cidade é só me falar que posso fazer o envio, o preço de envio pelo correio como encomenda normal é de aproximadamente R$ 2 reais.

22 de dezembro de 2009

Natal Cristão - Adaptação #1

Estamos em época de Natal. Pessoas como loucas andando pelas ruas, comprando presentes aos embalos do Papai Noel. Mas, ao contrário do que poderiam imaginar, não falarei do consumismo desenfreado da época, que alias é uma grande contradição principalmente por este ser logo após o fracassado COP15. Quero falar sobre o Natal Cristão e para ser mais preciso sobre Jesus.

Não, não vou dizer para você aceitar Jesus, fique tranquilo, quero apenas levantar alguns fatos sobre Jesus. Vou fazer um post bem elaborado pois o assunto por vezes pode ser chocante e levado a outras conclusões.

Vou partir do ponto de visão do Malcolm X no vídeo a seguir e aumentar o número de argumentos dele. Malcolm X foi um revolucionário negro que viveu na mesma época que Martin Luther King, época de luta por igualdades raciais por lá. Esse trecho é parte do filme "Malcolm X" de 1982, dirigido por Spike Lee e com atuação do papel principal de Denzel Washington.




Malcolm coloca alguns argumentos onde discute a imagem que temos de Jesus nos quadros de hoje. Pois se pesquisarmos a história, veremos que no local que supostamente Jesus nasceu, os hebreus tinham a pele escura, e Jesus está retratado como um homem branco. Se Jesus realmente existiu, ele não está retratado corretamente.
E a cor dele é somente 1 dos diversos fatos que levam a conclusão de que foram feitas adaptações no ensinamentos de Jesus.

Antes de falar sobre o Natal de hoje, temos que entender as crenças existentes antes da época de Jesus. Segue um pequeno vídeo, parte do filme Zeitgeist.




Basicamente as crenças antigas eram baseadas na adoração ao deus Sol, devido a sua contribuição para a vida na Terra, fornecendo calor e suas vantagens na agricultura, etc. Mostra que as religiões usavam das funcionalidades do sol e dos astros, transformavam em personagens e criavam ritos e costumes de acordo com a época do ano. Em seguida o vídeo cita algumas religiões pré-cristãs que eram baseados nesses costumes e já começa a mostrar similaridades com o cristianismo.

Agora para começar as explicações sobre o natal segue mais um vídeo que centraliza nas questões relacionadas com Jesus, veja:



Estrela no Oriente: Uma estrela no leste serviu aos reis magos para ver onde o Messias iria nascer. Esta estrela é Sirius, a estrela mais brilhante no céu em 24 de dezembro.

Três Reis Magos: Nesta noite, a estrela de Sirius alinha com as 3 estrelas mais brilhantes no cinturão de Orion. Essas estrelas são vistas até hoje, e conhecidas no Brasil como 3 Marias. Nos EUA, por exemplo, essas estrelas recebem o nome de "Three Kings" (ou 3 Reis).

Nascimento em 25 de dezembro: O alinhamento dos 3 reis com Sirius, apontam para o local onde nasce o sol no dia 25, dando uma visão mais lógica sobre os presépios feitos nessa época, pois como bem sabe qualquer cristão que realmente estuda no que acredita, 25 de dezembro não tem nada haver com Jesus.
Outras coisa que acontece em dezembro, no hemisfério norte (Jesus viveu acima da linha do Equador), é o solstício de inverno.

Solstício de inverno: É quando o sol atravessa o céu, pelo lugar mais baixo, depois de 6 meses descendo a cada dia. Isso acontece no dia 22 de dezembro e durante 3 dias fica no mesmo local. No dia 25 ele então volta a subir, 1 grau, representando o nascimento de um novo período. Esta parte também tem ligação com a pascoa e a crucificação, mas isso será tratado em outro texto, próximo a esta data.

CONCLUSÃO: O Natal não tem nenhuma ligação com o nascimento de Jesus. É um costume pré-cristão e até pré-judaico, que apenas mostra através de símbolos um dos períodos importantes do percurso do sol, visto da Terra. Esses costumes foram adicionados ao cristianismo pela Igreja Católica Romana, e unificadas no concílio de Nicea em 325d.C quando eliminou a Igreja Apostólica, resultando a Igreja Católica Apostólica Romana, também conhecida pela sigla ICAR. Além disso, há um versículo (que não lembro agora, mas quando achar posto aqui) na bíblia que deixa a entender que realmente existiu os reis magos, o que também prova que além de adaptar costumes, a ICAR alterou a bíblia para legitimar suas adaptações. Quem questionou as imposições da ICAR foi perseguido pela Inquisição e os outros livros foram queimados por serem considerados "hereges".

P.S.: Este assunto tem ainda muito caminho pela frente.